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Aumenta rejeição a Temer e ao desmonte da aposentadoria e da CLT

Escrito por: Marize Muniz • Publicado em: 18/04/2017 – 10:51

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o ex-presidente Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 6 e 10 de abril.

Lula tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada. São os votos válidos, excluídos os nulos, em branco e abstenções, que valem para definir o resultado das eleições.

Na comparação com Aécio (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na comparação com Alckmin (10% em dezembro e 6% em abril), Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos.

Na comparação com Doria, Lula tem 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empatam com 5%; ninguém/ bancos/nulos têm 16%; não sabem/não responderam têm 7%. A soma dos adversários é de 32%.

Lula também vence no segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula também vence todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%.

Lula é o mais citado espontaneamente

No voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem as cartelas com os nomes dos candidatos, Lula também vence todos os possíveis candidatos. Lula tem 36% das intenções de voto – em dezembro eram 31%; Doria surgiu com 6% das intenções. Aécio, Marina e Alckmin registraram queda de intenção de votos em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado. Aécio caiu de 5% para 3%; Marina, de 4% para 2%; FHC, de 3% para 1%; e, Alckmin, de 2% para 1% – 8% disseram que votariam em outros; ninguém/branco/nulo totalizou 14% e não sabe/não responderam 29%.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, “quanto mais os brasileiros conhecem o presidente ilegítimo e golpista Michel Temer, mais avaliam seu desempenho como ruim e péssimo (65%) e mais sentem saudade do ex-presidente Lula”.

Vagner avalia que as medidas de arrocho, como o desmonte da Previdência (reprovado por 93% dos brasileiros) e a terceirização (reprovada por 80%), também contribuem para o crescimento das intenções de voto em Lula.

Para ele, Temer é um presidente sem projeto para o país, que não pensa na geração de emprego e renda; só pensa em ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores e essa é das maiores razões para a avaliação negativa do ilegítimo.

Quanto mais o povo conhece Temer, melhor avaliado é Lula

Algumas perguntas feitas pela pesquisa CUT-VOX confirmam a tese do presidente da CUT. À pergunta quem é o melhor presidente que o Brasil já teve 50% responderam que é Lula (em dezembro eram 43%). O segundo colocado é FHC, que registrou queda na preferência do povo: 11% em abril contra 13% em dezembro/2016.

Apesar do massacre da mídia e da perseguição do Judiciário nos últimos anos, a maioria dos brasileiros diz que ele é trabalhador (66%), um líder e um bom político (64%), bom administrador/competente (58%), é capaz de enfrentar uma crise (58%), entende e se preocupa com os problemas das pessoas (57%), é sincero/tem credibilidade (45%) e é honesto (32%).

Aumentou para 57% o percentual de brasileiros que acham que Lula tem mais qualidades que defeitos (35%). Em dezembro do ano passado, 52% achavam que ele tinha mais qualidade e 39% mais defeitos.

Também aumentou para 66% (em dezembro eram 58%), o percentual dos entrevistados que acham que Lula cometeu erros, mas fez muito mais coisas boas pelo povo e pelo Brasil. Já os que acham que ele errou muito mais do que acertou caiu de 34% em dezembro para 28% em abril.

Já em relação aos que admiram Lula, apesar da perseguição cruel da Lava Jato, aumentou de 33% para 35% o percentual dos que admiram Lula.  Em dezembro de 2016, 33% dos entrevistados admiravam/gostavam muito de Lula; em abril o percentual aumentou para 35%. Já o percentual  dos que não admiram/nem gostam caiu de 37% no ano passado para 33% este ano.

O mais admirado e também o presidente que melhorou a vida do povo. Para 58% dos brasileiros, a vida melhorou nos 12 anos de governos do PT, com Lula e Dilma. Apenas 13% disseram que piorou e 28% responderam que nem melhorou/nem piorou.

A pesquisa CUT-VOX POPULI entrevistou 2000 pessoas, em 118 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no interior.

Com informações do portal da CUT Nacional e CUT ES

Nas ruas de todo o país, o povo brasileiro disse “não” às Reformas da Previdência e Trabalhista, durante esta quarta-feira (15). Com paralisação de diversas categorias e manifestações em todos os estados, ficou evidente que o governo ilegítimo de Michel Temer terá que recuar de sua posição.

Já na madrugada desta quarta-feira (15), o transporte público mostrou a importância do setor para a classe trabalhadora e os terminais de ônibus não abriram. Em algumas capitais, os trens e metrôs também não circularam. Nas portas de fábricas, os trabalhadores cruzaram os braços. Em estradas e rodovias, houve trancamento e os manifestantes ocuparam as vias.

A movimentação chamou a atenção da população que tem aderido às manifestações e declarado seu apoio nas redes sociais. Após às 12h, a hastag #GreveGeral ocupava o topo das discussões no Twitter em todo o mundo.

Espírito Santo

Os capixabas ouviram o chamado da CUT e dos sindicatos. E, na manhã desta quarta-feira, mesmo com chuva, mais de 3 mil pessoas participaram de um grande ato contra a reforma da previdência proposta pelo ilegítimo Michel Temer e em defesa da aposentadoria.

Além dos participantes, percebia-se a aceitação da população em relação à manifestação. Todos os adesivos de carro levados pela CUT foram pregados, denunciando mais esse ataque à classe trabalhadora.

O diretor da CUT/ES, Professor Menderson Rezende, ressalta que os diálogos buscados pela Central para a realização desse ato foram fundamentais para o sucesso da manifestação. “Buscamos outros movimentos sociais que canalizam anseios que são difundidos em toda a sociedade e isso fez a diferença. O fim da aposentadoria atinge a todos, indistintamente, e é importante ampliar o máximo possível o diálogo na busca do convencimento da sociedade”, ressalta alertando que novas manifestações devem trazer cada vez mais pessoas às ruas na defesa de seus direitos.

Em todo o Brasil não foi diferente. O país diz NÃO a esse brutal ataque aos trabalhadores e aos seus direitos. E vai continuar a bradar em alto e bom som que não aceita nenhum direito a menos

Em Brasília, por volta das 7h, agricultores familiares reunidos no 12º Congresso da Contag ocuparam a sede do Ministério da Fazenda. Até o fechamento desta matéria, o local ainda estava ocupado pelos manifestantes, que afirmam que se manterão no local até “quando for possível”, mas sem negociar com o governo. Mais tarde, o grupo espalhou cruzes na frente do Congresso Nacional, simbolizando as pessoas que irão morrer sem se aposentar, se o governo golpista aprovar tais reformas.

Lula na Paulista

Diante da repercussão e do sucesso das ações, cresce a expectativa em torno do grande ato que encerrará o “Dia Nacional de Paralisação”, na região central de São Paulo, às 17h. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença e estará no protesto ao lado do presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

A presença de Lula na manifestação ocorre um dia após o ex-presidente ser escutado Justiça Federal de Brasília em audiência decorrente da Operação Lava-Jato. Durante o depoimento, o petista desafiou os que lhe acusam a apresentar provas que o incriminem e reafirmou sua inocência.

Confira a íntegra do dpoimento de Lula:

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Do portal da CUT Nacional, escrito por: André Accarini, Igor Carvalho e Luiz Carvalho

O 15 de março de 2017 é um dia histórico na luta contra os golpistas que tomaram de assalto o poder no Brasil. Ao todo, durante as ações do Dia Nacional de Paralisação nos 27 estados da União, mais de um milhão de pessoas foram às ruas protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhistas que foram impostas por Michel Temer, presidente ilegítimo do Brasil.

No grande ato que encerrou o Dia Nacional de Paralisação, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou e criticou o atual governo. “Embora seja fraco e sem nenhuma representatividade, o Temer conseguiu colocar dentro do Congresso uma força política que quase nenhum presidente eleito conseguiu e está predestinado a tentar impor uma reforma da aposentadoria que vai praticamente impedir milhões de brasileiros consigam se aposentar e vai fazer com que os trabalhadores mais pobres, sobretudo os rurais do Nordeste, passem a receber metade de um mínimo, sem saber o que representam para a economia das cidades deste país”, afirmou.

Para Lula, “o problema da aposentadoria não é dinheiro. Gostaria que o Meirelles e o Temer estivessem ouvindo para saber que um dia resolvemos isso  com política de geração de renda que proporcionou crescimento inédito de receitas, entre 2008 e 2014, de 54%, com queda de desemprego e da informalidade.”

Com golpista, não se negocia

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, reforçou a importância das manifestações realizadas no país. “Nós temos tido várias datas históricas na luta da resistência do povo trabalhador. Hoje foi um dia extraordinário, com muita adesão e deixa claro que o povo é contra a Reforma da Previdência e Trabalhista.”

Para Freitas, a manifestação prova que não é possível que o governo insista na tramitação dos projetos. “Nós não vamos negociar migalhas com o Temer, não vamos negociar migalhas com golpista. O Temer tem que retirar do Congresso a Reforma da Previdência. Se ele não retirar, nós vamos organizar a maior greve-geral que este país já viu.”

 

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